Ayahuasca Por Olhos Nativos

Inteligência alienígena ou aliada do coração?

 

Workshop gratuito! 31 de Julho de 2014, no California Institute of Integral Studies.

A mente (pós)moderna está deparando com a emergência da consciência sobre as consequências desastrosas que a civilização industrial trouxe à ecologia do planeta. Sentindo esta realidade desestabilizadora nos corações, inúmeras pessoas ao redor de todo o mundo estão sendo atraídas pela ayahuasca, a misteriosa bebida psicoativa que vem sido usada há séculos por nativos da Amazônia para cura, comunhão e divinação.

Mas assim como acontece em todo romance durante o estágio inicial, ao passo que a percepção enamorada do outro (neste caso, a ayahuasca) enche nossos corações de alegria, ela também nos impede de enxergar a totalidade de nosso parceiro(a), elevando apenas as qualidades desejadas que nós projetamos. E depois da lua-de-mel, o que resta é trabalho árduo.

Aproveitando a sabedoria que recebeu de sua cultura, Leopardo Yawabane, nascido e criado na tradição Huni Kuin da Amazônia acreana, irá se juntar à antropóloga Nicole Roitman, do Instituto FLOU, e a Marcelo Schenberg, diretor executivo do Plantando Consciência, para nos guiar por uma maneira enraizada de explorar os benefícios deste casamento sagrado entre humanos e o reino vegetal.

Sobre nós:

Marcelo Schenberg é o diretor executivo do Plantando Consciência e mestrando no departamento de Filosofia, Cosmologia e Consciência do CIIS, sob a tutela do professor Richard Tarnas. Está atualmente dirigindo e produzindo o documentário Medicina, uma jornada pelo universo do xamanismo e além. Saiba mais sobre o filme aqui.

Leopardo Yawabane nasceu na Reserva Kaxinawá do Rio Jordão, no estado do Acre. Ele começou a participar em cerimônias com plantas visionárias com sua tribo aos 8 anos de idade, aprendendo com os pajés e líderes da região. Em 2003 ele se mudou para São Paulo para estudar Português e, mais recentemente, sociologia e antropologia. Cultivando a intenção de se tornar um futuro líder político de seu povo, ele partiu para a vida na cidade afim de adquirir um mlehor entendimento da sociedade ocidental, aprendendo como melhor canalizar as demandas indígenas nesta sociedade em constante transformação.
Yawabane tem conduzido cerimônias de cura e retiros com dietas xamânicas ao longo dos últimos 10 anos, em inúmeras cidades do Brasil e na África do Sul. Ele oferece palestras em escolas e instituições culturais, compartilhando as tradições de seu povo e a história dos povos indígenas no Brasil. É também vice-presidente do Instiituto de Tradições Indígenas. Nos últimos 6 anos, Yawabane desenvolveu uma relação especial com o Instituto FLOU em São Paulo, conduzindo workshops culturais e de temática xamânica, e rodas de cura.

Nicole Roitberg é co-fundadora e coordenadora do Instituto FLOU, antropóloga cultural pelo Bryn Mawr College, consultora em sustentabilidade e educadora ambiental e transdisciplinar pela UNIPAZ. Ela promove programas educativos para uma vida sustentável e organiza e assiste Yawabane e outros curandeiros indígenas em suas rodas de cura tradicionais, ajudando a conectar as tradições xamânica e ocidental com o intuito de possibilitar aos indivíduos se tornarem participantes de seu próprio processo de cura e de suas comunidades em face das grandes demandas planetárias.

O Instituto FLOU se dedica a inspirar a mudança e à criação de um paradigma de sustentabilidade através de projetos e programas envolvendo 4 áreas: Educação sustentável biocêntrica, eventos multiculturais, medicina ancestral e espiritual e bioconservação. Desde 2007, em parceria com líderes e representantes nativos, o instituto FLOU tem ajudado a organizar e apoiar práticas dos povos tradicionais através da criação de workshops culturais, círculos terapêuticos xamânicos e cerimônias de cura. Saiba mais sobre a Floresta dos Unicórnios visitando este link: www.florestadosunicornios.com.br/

ERIE é a sigla para Entheogenic Research, Integration, and Education (Pesquisa, Integração e Educação Enteogênica). O grupo foi fundado por estudantes de pós-graduação do CIIS em 2011, em San Francisco. Seus membros conduzem pesquisa sobre enteógenos, organizam círculos de integração e compartilhamento para aqueles que buscam compreender e incorporar experiências transpessoais complexas em suas vidas; e patrocinam palestras, mesas redondas, conferências e painéis de discussão para educar o público sobre o potencial das medicinas enteogênicas – naturais e sintéticas – no que tange o crescimento pessoal e a cura social (ajudando assim a dispersar a desinformação sobre os psicodélicos). Saiba mais sobre o ERIE e seu trabalho visitando este link (em inglês): http://erievision.org/

 

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